O Nome do Vento não é só uma capa bonita


As capas dos livros obviamente chamam a atenção, o termo não julgue o livro pela capa ainda é utilizado não só no palavreado como na prática. Mas não se preocupem, O Nome do Vento não é só uma capa bonita.

Livre de Spoilers.

Neste livro temos duas linhas do tempo. A primeira linha nos apresenta Kote, um simples taberneiro que trabalha junto de seu ajudante, Bast. A narrativa da segunda linha do tempo acontece quando um cronista descobre a verdadeira identidade do taberneiro, uma lenda chamada Kvothe, conhecido por muitos outros nomes como: Dedo-Leve, Seis-Dedos, Kvothe o Sem-Sangue, Kvothe o Matador de Rei, Kvothe o Arcano e etc.
Talvez seja um pouco óbvio, mas a leitura é devagar, cheia de detalhes e diálogos que muitas vezes parecem inúteis (acredite, não é). Quando Kvothe conta sua história para o Cronista ele diz que todos os detalhes que ele citar são importantes e que devem ser escritos exatamente como ele descreve
Uma prova de que esse detalhes não são encheções de linguiça é que existem capítulos em que Kvothe resume meses em apenas algumas linhas, ele mesmo diz que esses acontecimentos não são relevantes.
Há também mudanças para a linha do tempo atual, Ruthfuss chama isso de Interlúdios (que são super importantes para a narrativa da história).

Patrick Ruthfuss já é considerado pra mim um gênio da fantasia. Ele soube escrever de uma maneira "aberta" não é um livro considerado infantil, mas também não é algo pesado como as crônicas de gelo e fogo, é óbvio, sem querer comparar as duas obras.

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